quarta-feira, 25 de março de 2009

CAMILLE CLAUDEL

Conheci Frida Kahlo em uma sala de aula, fui apresentada pela obra "A Coluna Partida" e um pouco de sua história, afinal não dá para ver uma obra de Frida e não ficar sabendo um pouco de sua vida...



Outra vez fui apresentada, tardiamente eu sei, para uma outra artista, Camille Claudel. Sim sou uma ignorante em história da arte, fazer o que, mas não vou entrar no mérito da questão e sim na fascinante vida dessa mulher.

E fiquei igualmente interessada pela vida da escultora assim como a da pintura... Duas mulheres incríveis que viveram intensamente tudo que tinha, Frida mais que Camille, épocas diferentes também. Enfim o que quero dizer é que por mais incrível e maravilhosa que seja a mulher ela não consegue separar a vida profissional da pessoal, a dor da arte, por mais que hoje a mulher tente está no gene feminino, pra mim impossível fazer a mulher ser menos sentimental em todas as áreas de sua vida.



Para quem quiser saber mais sobre ela, tem o filme Camille Claudel, direção de Bruno Nuytten do ano de 1988. O livro Camille Claudel: Criação e Loucura da autora Liliana Liviano Wahba.



Vai um pouco e em resumo a história de Camille:
(texto retirado do site http://www.artelivre.net/html/artes_plasticas/al_artes_plasticas_camille_claudel.htm)

"Uma mulher decide quebrar os laços com sua classe social, com a moral vigente e com as normas de conduta bem aceitas em sua época. Foi considerada louca, internada por 30 anos num hospital psiquiátrico – até sua morte – depois de entregar-se furiosamente a sua arte e a um mau amante, escultor abastado e famoso. Ele, o imperecível Auguste Rodin. Ela, a intuitiva e talentosa escultora Camille Claudel, personagem de filmes, razão de poemas, mulher arrasada, infeliz e mal compreendida. Ingredientes que tornam a sua biografia fascinante aos olhares curiosos. Tudo o que se acrescente como condimento de frescas novidades sobre esta escultora – vitimada mais pela sociedade que pela loucura – exerce, talvez por isso, um encanto hipnótico e avassalador.
Não se sabe porque cargas d’água uma certa “intelectualidade” sente prazer irresistível pela tragédia moral e exalta como ponto de virtude o sofrimento do artista. Ao que parece, quanto mais estilhaçados melhor; quanto mais dolorido, mais doce (veja-se o caso da pintora mexicana Frida Kallo, que atualmente tem suas obras em altíssimas cotações no mercado de arte). O que importa em Claudel; aliás, o que deveria importar num momento em que se faz a revisão de sua obra, seria destacar o seu alto valor estético, sua ruptura com uma manifestação escultural adormecida e que era já, depois de um certo tempo, construção oficial das formas em Rodin. Deveriam ser exaltadas estas coisas, não sua desgraça.
Não se pode negar o gênio a Rodin, mas deve-se questionar o quanto de preconceito e de sua postura como inverso de mestre prejudicaram um talento manifesto. Que não era mais florescente apenas, mas que exigia ar e aparecimento: ela, Camille. Ela, que num sopro poderia ser, sim, mais do que ele. E isso lhe era insuportável.
Camille era pouco conhecida do público. O reconhecimento de seu talento ficava restrito a artistas e intelectuais, mas mesmo entre eles o seu comportamento incomum assumia feições de desvario. Sua família era rica, mas a adolescente apaixonada pela escultura não se deixava ficar entre rapapés, na condição de mulher passiva e obediente, à espera de um marido bem aquinhoado e cordato, largada das coisas impuras da arte. Muito pelo contrário. Desde menina fugia de casa para extrair barro para suas esculturas. A mãe, no entanto, se opunha à ambição de ser artista da pequena Camille. A sociedade francesa, preconceituosa e machista, também colocava muros à sua frente. Ela tentou passar por todos eles. Era mulher, e a escalada se tornava ainda mais difícil. O lance crucial de sua vida ocorreu quando decidiu empregar-se no estúdio do escultor Rodin, com quem pouco tempo depois passa a conviver na condição de amante.
A união marginal atiçava os comentários. Uma jovem impetuosa e um homem rico, famoso e mais velho, convivendo sem casar oficialmente... Mas o fator determinante para os transtornos que se seguiriam a essa união não partiram exatamente daí. Tratava-se, no fundo, de um embate de natureza artística entre a intuição criativa de Camille e o apuro conquistado em anos de estudo pelo escultor oficial do governo francês, Auguste Rodin .
O rompimento entre os dois era a única saída para a sobrevivência criativa da jovem aluna que abalara de forma tão radical o universo artístico de seu mestre. Rodin não admitia as diferenças de potencial criativo entre ele e Camille. Quando a artista percebeu estar sendo usada por Rodin, veio o rompimento. (Inclusive acredita-se que em alguns casos ela tenha feito algumas esculturas)
Camille ficou só. O irmão Paul Claudel, poeta, viajara para os Estados Unidos e lhe faltava mais esse amparo. Passou a criar obsessivamente; percebia-se, contudo, que perdia a sanidade. O golpe final veio quando, durante uma exposição, não conseguiu vender nenhuma escultura. (Vivia com a idéia fixa de que Rodin a perseguia e era culpado por sua internação inclusive)O fracasso, o álcool, e agora o descrédito, somados às suas muitas decepções, fizeram-na indignar-se a tal ponto que, em dado momento, destrói as peças que havia criado. (Foi ignorada também pela mãe que nunca a visitou enquanto estava internada) Acaba interna como louca."

Um comentário:

  1. achei o filme maravilhoso,pois a professora Zozilena Fróz, passou em sala de aula e uma historia triste mais muito linda.De uma grande escultora Camille Claudel.

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